O Príncipe Dragão: Uma Série Obrigatória.

 Uma perola do no catalogo.

O príncipe dragão, série lançada pela Netflix em 14 de setembro de 2018 é um achado majestoso da plataforma. Criado por Aaron Ehasz, mesmo autor de Avatar: A Lenda de Ang, sendo O Principe Dragão sua série mais recente, com um roteiro bem feito, conceitos bem explorados e personagens cativantes a série prova ser um fenômeno para o publico que ama fantasia.

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Somos levados a um mundo em guerra, os humanos estão separados dos seres mágicos logo após o rei dragão falecer nas mãos humanas. A série se inicia com os 3 protagonistas se encontrando durante a tentativa de assassinato de um rei e depois de uma série de acasos encontram o ovo do rei dragão, agora embarcam para devolver o ovo e acabar com a guerra.

Desenvolvimento e Sinergia.

Crítica | O Príncipe Dragão apresenta uma história inovadora e fascinante

A série segue a linha de Avatar abordando suas temporadas como ”livros” que tem como nome os elementos mágicos da trama. Cada elemento da série trabalha em sinergia para apresentar um mundo denso e criativo. Uma coisa surpreendente é a capacidade de apresentar personagens tridimensionais, tão cativantes e diferentes que pegam quem assiste de surpresa.

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Romances bem feitos, amizades acreditáveis e inimizades embasadas, nada fica solto. Mas para quem acha que faltará lutas, se surpreenderá com as coreografias impecáveis das cenas de ação.

Inclusão e Criatividade.

Outro ponto importante é como a série se preocupa com inclusão, certamente é surpreendente ver tanta variedade de pessoas sendo bem representadas como parte de uma sociedade. Temos desde deficientes auditivos até personagens abertamente LGBTs. Todos possuem importância e suas personalidades, condições e deficiências são tratadas com muito carinho inserindo um mundo aonde é aceito todos os tipos de pessoas.

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Muitos dos personagens  tem peculiaridades tridimensionais, oque faz com que suas tramas não se resumam a plots vazios mas sim em personagens bem  estruturados em uma estrutura de roteiro aonde ninguém é excluído, mas não significa que a série só aborda essas questões dando aos personagens tramas intrincadas e relações orgânicas de encher os olhos.

Crítica: O Príncipe Dragão retorna para sua 2ª temporada elevando ainda mais o nível – Série Maníacos

 

Um paraíso para o RPG

Para aqueles que amam temas que envolvam RPG, O príncipe Dragão se prova ser um usuário assíduo do ambiente de role play. Seja de como a estrutura de roteiro é montada em cima de 3 aventureiros unidos até como a magia funciona com suas regras intrincadas e limitações.

Mas não somente de magia esta série se baseia, temos os mais variados arquétipos: Rayla a elfa representa muito bem a classe dos espadachins e ladinos, Ezran seria um beast master impressionante. Sem falar que o protagonista Callum trilha todo o caminho para a magia do mundo. Vemos pelos olhos dele como as coisas funcionam e o roteiro da série sempre instiga a que sempre tem mais a se descobrir.

Certamente não podemos deixar de fora os seres mágicos, dragões, elfos, entre outras criaturas fantásticas habitam o mundo. A série da um bom tempo para o expectador apreciar e é bem didática ao explicar como cada raça funciona seja em sociedade ou em relação ao mundo.

 

O Príncipe Dragão: 3ª temporada recebe data de lançamento

 

Conclusão

A série tem ótimos pontos fortes, bem completa e cativante mantendo uma boa consistência narrativa. A qualidade da animação nas primeiras temporadas pode incomodar, porem, continuar pois com o sucesso da série sua qualidade gráfica melhora consideravelmente.

Mas certamente pode ser algo de nicho, pois a animação gráfica diferenciada da série agradou bastante publico,

Os personagens são definitivamente únicos, sendo eventualmente bem fácil se identificar com eles além de desenvolver carinho por alguns, sem contar que a história nunca fica repetitiva ou pedante sempre evoluindo.

O crescimento de cada personagem em 3 temporadas é de cair o queixo e faz a gente suspirar de alivio ou gritar de felicidade quando eles estão juntos. Até vilões tem seu carisma apresentado e não são bidimensionais, possuindo existências que não se resumem a só fazer o mal.

Vale muito apena dar uma chance a Principe Dragão.

 

Crítica | O Príncipe Dragão – 3ª Temporada - Plano Crítico

 

10 razões para assistir.

  1. Toca em temas pertinentes como amadurecimento e luto sem ser pedante nem forçado.
  2. Universo rico e sem pontas soltas além de criativo e não obvio.
  3. se preocupa com a diversidade e não resume personagens a arquétipos clichês.
  4. Animação muito bem feita e visual lindo.
  5. Personagens certamente tridimensionais e certamente cativantes.
  6. Inspiração em rpgs clássicos.
  7. Estrutura de roteiro de Avatar a Lenda de Ang.
  8. inegavelmente divertido e leve para assistir com a familia.
  9. Gentil e esperto ao falar de temas complicados.
  10. Inclusivo e amigável com todos os publicos.

Não subestime esta obra, certamente uma joia no meio do catalogo da Netflix, ganhando notoriedade e notas muito boas em vários sites, mas certamente é melhor dar uma chance e assistir por si só, inegavelmente você se sentira abraçado pelo roteiro, pois ele se preocupa integrar e acolher todo tipo de pessoa.

Certamente ao assistir O Principe Dragão uma lembrança de Avatar pode vir, mas isso não é por acaso pois pode considerar que são séries irmãs, principalmente por terem o mesmo criador e por terem estruturas parecidas de roteiro. Inegavelmente cativante, certamente impressionante e linda, mas todas essas qualidades são o resultado de muito carinho.

È raro ver séries assim, mas não podemos deixar de procurar, todavia é certamente inegável que a série tem potencial de ultrapassar seu irmão espiritual, mas alguns fãs podem discordar pela memoria afetiva que Avatar trás consigo que inegavelmente pode ser um fator determinante ao assistir.

Nota 9 de 10!

 

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